domingo, 30 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
Pois é: o Pacheco Pereira não tem bem a certeza da problemática acerca das armas de destruição maciça no Iraque - aliás está praticamente convencido de que foi um erro de boa fé - até os russos e os chineses estavam convencidos. Vendo bem nem sequer há bem a certeza de que não havia armas de destruição maciça no Iraque. O QUÊ? É mesmo: o senhor disse mesmo isso...
O JMF está muito impressionado com aqueles moços neoliberais/conservadores/activistas de esquerda/anti-social democratas/.../... que fazem umas conferências e escrevem umas coisas (já agora - há dezenas de milhares de pessoas a escrever coisas, cada um escolhe as que quer) a confirmar a justeza da guerra do Iraque. Estou a aproximar-me da paragem miolácea total ... ou são os outros?
Tenho andado a ler este pessoal (podia dar-me para pior) e começo a aperceber-me que estou a perder o pé ao ritmo do tempo. Vou assim dar início a um alinhavar de posições teóricas que estão a dar: o novo "politicamente correcto":
- ser a favor da guerra do Iraque (há várias linhas possíveis de argumentação que caiem muito bem em qualquer polémica, para além das duas mencionadas acima - por exº Saddam era um ditador, pr exº a estratégia do dominó - garantindo que o Iraque está muito melhor agora do que antes - e se alguem disser que isto é absurdo "amandem-lhe" com o anti-americanismo primário que até a barraca abana);
- contra a teoria do aquecimento global causado pelo homem - não há provas evidentes e tal, a Terra já sofreu muitas alterações climáticas, isso é paleio esquerdista etc...
- contra os serviços públicos em geral e contra os existentes em particular ou seja seja que situação que se esteja a analisar defende-se sempre menos serviço público. Se encontrarem para aí algum país em que o único serviço público é por exº a polícia, é indispensável que de uma forma "muito serena e ponderada" se ponha a hipótese de uma boa empresa de segurança privada, "devidamente regulada", executar esse trabalho. Convém sempre citar um autor que tenha proposto isso num ensaio (encontra-se empre um autor para tudo o que for preciso)
Bom agora tenho de ir cozer uns grelos para o bacalhau. Outro dia continuarei...
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
Ora bem - temos agora a incontinência urinária que, dizem eles, afecta um em cada cinco portugueses com mais de 40 anos. Como actualmente a média expectável de vida se aproxima dos 80 vamos supor que portugueses com mais de 40 anos são 50% da população (total de 11 milhões), ou seja 5,5 milhões de pessoas (isto não é bem assim, até são mais porque a população está envelhecida e a mediana está decerto acima dos 40 mas assim as contas são mais fáceis e não me podem acusar de estar a puxar a brasa à minha sardinha). Um em cada cinco em 5,5 milhões são 1,1 milhões de pessoas com incontinência urinária. Ainda estamos no princípio de Março e eu não comecei em Janeiro...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Se o problema da educação e dos professores fosse fácil de enunciar e de organizar não haveria decerto tanta polémica. Digo eu. Era assim: os professores são uma cambada, a ministra tem toda a razão, porrada neles. Ou então: a ministra é um ogre, os professores têm toda a razão na sua justa luta, rua com a ministra. Infelizmente não é assim. A ministra tem basicamente razão nas grandes linhas da sua actuação, excepto numa. Os professores reagem fundamentalmente instigados pelo instinto corporativo mas baseiam-se em meia dúzia de asneiras reais identificáveis nas decisões do ministério.
É curioso que os professores não contestam a ministra naquele que é o tal erro estratégico que eu mencionei e que passo a enunciar: a necessidade de alterar drasticamente a metodologia de gestão nas escolas nomeadamente descentralizando e consequentemente esvaziando a bolha burocrática centralista do Ministério.
É igualmente curioso que a essência do argumentativo "anti-manifestação" oblitere as asneiras mais visíveis do Ministério, vidé a uniformização forçada, a nível nacional, dos parâmetros de avaliação, as desgraçadas decisões relativas ao ensino de deficientes e ao ensino da música e as dificuldades de estabelecer parâmetros claros na política dos manuais escolares e na implementação dos exames como instrumento de avaliação dos alunos (e já agora dos professores).
Não está fácil para o Engº Técnico... sobretudo depois do tiro no pé que eu considero ter sido a demissão de Correia de Campos.
quinta-feira, 6 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Para além de todo e qualquer julgamento da política de educação da Ministra, seja a nível estratégico, metodológico ou pragmático: quando a senhora aceita a caravela em filigrana das mãos do Sr. Valentim, com ele a proclamar alto e bom som que de Gondomar "toda a gente sai com uma prenda, até os árbitros", para mim acabou-se.
Há um continuum na "praxis" pública das vidas em sociedade em que numa extremidade se encontra a mais rigorosa ética e moral (que alguns chamam de republicana mas que eu prefiro chamar de democrática) e na outra a mais desbragada piolhice corrupta e malfeitora. Nesse continuum a partir de determinado ponto começa o atoleiro. Às vezes discute-se onde começa exactamente esse atoleiro mas a partir de certa altura já se deixa de ter dúvidas. Eu, sobre a atitude da senhora, não tenho dúvidas.
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