quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quarenta por cento dos portugueses sofrem de sintomas de doenças respiratórias graves.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Tenho andado um bocado preguiçoso...
Mas hoje vou tentar falar do caso Jorge Coelho/Mota Engil. Porque sobre a Fernanda Câncio recomendo a leitura do Ricardo Araújo Pereira na Visão de hoje - penso que é um texto definitivo. A partir dali não há nada a dizer. Sobre o Jorge Coelho (desculpem esta de "o Jorge Coelho" - parece que andei com ele na escola, mas é o problema de ser figura pública: se eu me puser com Drs ou Srs parece que ou sou parvo ou estou a gozar - é mais uma consequência perversa do nosso hábito reverencial face aos títulos):
1 - É indiscutível que se um homem tem capacidade para gerir aparelhos partidários de grande dimensão, ministérios, secretarias de estado etc. também tem capacidade para gerir uma empresa - não é favor nenhum.
2 - É indiscutível que o facto de um homem (quem diz um homem diz uma mulher, desculpem o machismo mas sai ao correr da pena) ter sido ministro isso não lança sobre ele um anátema nem o obriga a entrar num período de abstinência para-religiosa que o force a abdicar de trabalhar em lugares de prestígio e  de bons vencimentos.
3 - Agora quero-vos pôr perante uma situação e uma pergunta.
A situação: eu sou bancário. Tenho um curso numa área das ciências sociais mas entretanto desenvolvi a minha actividade profissional no sector financeiro. Tenho assim conhecimentos na minha área académica (já um pouco esquecidos mas passíveis de serem recuperados e actualizados) e na área dos mercados financeiros. Entretanto entro num partido, vou para o Governo, até sou um bom ministro, acabo por ficar com uma(s) pasta(s) que nao têm nada a ver com a minha experiência profissional mas que eu até desenrasco bem porque sou um bom gestor de pessoas  e um bom decisor. Saio do governo. Uns tempos depois sou convidado e vou dirigir uma Empresa de Arquitectura de grande dimensão. Que comentários vos merece esta situação?
A pergunta: Quantas médias e grandes empresas existem em Portugal? Quantas têm relações estreitas com o poder político ao ponto de o seu produto ser em grande parte, quiçá na sua maioria, fruto de trabalho para o poder?
Sobre a situação: os meus amigos dirão que é absurda. Porquê? Sou um bom Gestor. Mas o que é que raio é que vai fazer um ex-ministro para uma empresa de arquitectura? Aquela não é a sua área profissional... A incongruência releva aqui do facto esta ser uma empresa de arquitectura e portanto não trabalhar para o poder (pelo menos de uma forma maioritária). Nenhum ex-governante vai mudar de ramo profissional para ir para uma empresa destas. Se isso acontecer alguém é burro no meio da história...
Sobre a pergunta, o problema é que posto assim o problema, a resposta é demasiado óbvia... Há uma e só uma razão determinante para ele ter ido PARA AQUELA EMPRESA... ou então foi coincidência e a propósito, eu sou um autocarro da Carris...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Outro termo politicamente correcto: desregulamentação - para a sociedade funcionar correctamente é necessário desregulamentar dado que o mercado se encarregará de repor naturalmente o equilíbrio e assim, a longo prazo teremos mais riqueza e justiça para todos (por acaso temos aí a crise originada pela "bolha imobiliária" nos EUs e já foi nacionalizado um banco na Grã-Bretanha enquanto nos EU a Fed interveio pela primeira vez no mercado desde há dezenas de anos financiando a compra do Bear Stearns pelo JP Morgan, mas isso são detalhes para os quais encontraremos rapidamente brilhantes explicações elaboradas por brilhantes teóricos).

terça-feira, 1 de abril de 2008

Bom, a mensagem anterior falhou: devia entrar um video com os intervenientes referidos mas não consigo, paciência.
Ray Charles, Jerry Lee Lewis, Fats Domino, Rod Stewart, Ron Woods...

domingo, 30 de março de 2008

segunda-feira, 24 de março de 2008

Pois é: o Pacheco Pereira não tem bem a certeza da problemática acerca das armas de destruição maciça no Iraque - aliás está praticamente convencido de que foi um erro de boa fé - até os russos e os chineses estavam convencidos. Vendo bem nem sequer há bem a certeza de que não havia armas de destruição maciça no Iraque. O QUÊ? É mesmo: o senhor disse mesmo isso... 
O JMF está muito impressionado com aqueles moços neoliberais/conservadores/activistas de esquerda/anti-social democratas/.../... que fazem umas conferências e escrevem umas coisas (já agora - há dezenas de milhares de pessoas a escrever coisas, cada um escolhe as que quer) a confirmar a justeza da guerra do Iraque. Estou a aproximar-me da paragem miolácea total ... ou são os outros?
Tenho andado a ler este pessoal (podia dar-me para pior) e começo a  aperceber-me que estou a perder o pé ao ritmo do tempo. Vou assim dar início a um alinhavar de posições teóricas que estão a dar: o novo "politicamente correcto": 
- ser a favor da guerra do Iraque (há várias linhas possíveis de argumentação que caiem muito bem em qualquer polémica, para além das duas mencionadas acima - por exº Saddam era um ditador, pr exº a estratégia do dominó - garantindo que o Iraque está muito melhor agora do que antes - e se alguem disser que isto é absurdo "amandem-lhe" com o anti-americanismo primário que até a barraca abana);
- contra a teoria do aquecimento global causado pelo homem - não há provas evidentes e tal, a Terra já sofreu muitas alterações climáticas, isso é paleio esquerdista etc...
- contra os serviços públicos em geral e contra os existentes em particular ou seja seja que situação que se esteja a analisar defende-se sempre menos serviço público. Se encontrarem para aí algum país em que o único serviço público é por exº a polícia, é indispensável que de uma forma "muito serena e ponderada" se ponha a hipótese de uma boa empresa de segurança privada, "devidamente regulada", executar esse trabalho. Convém sempre citar um autor que tenha proposto isso num ensaio (encontra-se empre um autor para tudo o que for preciso)
Bom agora tenho de ir cozer uns grelos para o bacalhau. Outro dia continuarei...
Mais uma doença: um em cada cinco portugueses sofre de insónias. Será a pensar nas doenças todas de que sofre?

quinta-feira, 13 de março de 2008

Só por curiosidade: foi impressão minha ou fui mal informado ou os sindicatos que promoveram a Grande Marcha afirmaram logo após que a partir desse momento não mais falariam com a Ministra, apenas directamente com o PM?
Esta cena das doenças não me dá descanso. Hoje fui informado que há meio milhão - exactamente: 500 000 - portugueses contaminados pelo virus da hepatite B ou C.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Ora bem - temos agora a incontinência urinária que, dizem eles, afecta um em cada cinco portugueses com mais de 40 anos. Como actualmente a média expectável de vida se aproxima dos 80 vamos supor que portugueses com mais de 40 anos são 50% da população (total de 11 milhões), ou seja 5,5 milhões de pessoas (isto não é bem assim, até são mais porque a população está envelhecida e a mediana está decerto acima dos 40 mas assim as contas são mais fáceis e não me podem acusar de estar a puxar a brasa à minha sardinha). Um em cada cinco em 5,5 milhões são 1,1 milhões de pessoas com incontinência urinária. Ainda estamos no princípio de Março e eu não comecei em Janeiro...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Quase completamente de acordo com este post
Se o problema da educação e dos professores fosse fácil de enunciar e de organizar não haveria decerto tanta polémica. Digo eu. Era assim: os professores são uma cambada, a ministra tem toda a razão, porrada neles. Ou então: a ministra é um ogre, os professores têm toda a razão na sua justa luta, rua com a ministra. Infelizmente não é assim. A ministra tem basicamente razão nas grandes linhas da sua actuação, excepto numa. Os professores reagem fundamentalmente instigados pelo instinto corporativo mas baseiam-se em meia dúzia de asneiras reais identificáveis nas decisões do ministério. 
É curioso que os professores não contestam a ministra naquele que é o tal erro estratégico que eu mencionei e que passo a enunciar: a necessidade de alterar drasticamente a metodologia de gestão nas escolas nomeadamente descentralizando e consequentemente esvaziando a bolha burocrática centralista do Ministério.
É igualmente curioso que a essência do argumentativo "anti-manifestação" oblitere as asneiras mais visíveis do Ministério, vidé a uniformização forçada, a nível nacional, dos parâmetros de avaliação, as desgraçadas decisões relativas ao ensino de deficientes e ao ensino da música e as dificuldades de estabelecer parâmetros claros na política dos manuais escolares e na implementação dos exames como instrumento de avaliação dos alunos (e já agora dos professores).
Não está fácil para o Engº Técnico... sobretudo depois do tiro no pé que eu considero ter sido a demissão de Correia de Campos. 

quinta-feira, 6 de março de 2008

Fui hoje informado que desta vez são as doenças de fígado - há 400.000 portugueses com doenças de fígado. Parece que vai ser a próxima grande epidemia do séc XXI. Pelo menos até ao congresso no fim de semana.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pronto! Já sei fazer links. "qualquer dia hão-de me ver a fumar...
Isto é outra experiência
Isto é uma experiência

segunda-feira, 3 de março de 2008

Ah é verdade. Pode ser que para a Taça o Quim não esteja de engate e alguém do raio daquela equipa de verde e branco às riscas acerte com o raio da baliza. E ainda bem que o árbitro não assinalou o penalti: o Polga ou o Moutinho falhavam e depois era o descalabro.
Para além de todo e qualquer julgamento da política de educação da Ministra, seja a nível estratégico, metodológico ou pragmático: quando a senhora aceita a caravela em filigrana das mãos do Sr. Valentim, com ele a proclamar alto e bom som que de Gondomar "toda a gente sai com uma prenda, até os árbitros", para mim acabou-se. 
Há um continuum na "praxis" pública das vidas em sociedade em que numa extremidade se encontra a mais rigorosa ética e moral (que alguns chamam de republicana mas que eu prefiro chamar de democrática) e na outra a mais desbragada piolhice corrupta e malfeitora. Nesse continuum a partir de determinado ponto começa o atoleiro. Às vezes discute-se onde começa exactamente esse atoleiro mas a partir de certa altura já se deixa de ter dúvidas. Eu, sobre a atitude da senhora, não tenho dúvidas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Apneia do Sono

Ouvi hoje que cerca de meio milhão de portugueses sofrem de apneia de sono. Na mesma notícia sabia-se que vai haver um congresso sobre a apneia de sono. Há poucos dias era a disfunção eréctil, com números muito semelhantes.
Cada vez que há um congresso seja sobre que doença for os seus promotores alertam para que centenas de milhar de portugueses sofrem dessa doença (concedamos que muitos deles sem o saberem). Numa rápida estimativa já cheguei à conclusão que sou decerto um verdadeiro prodígio, um dos últimos e lídimos representantes dessa raça dilecta de semideuses que em tempos povoaram a terra. Ora bem: de acordo com tão ilustres cientistas e tomando apenas em consideração os últimos seis meses, cada português sofre em média de entre três a quatro doenças de carácter dramaticamente perigoso, incapacitante e quiçá mortífero e ainda... cinco ou seis doenças digamos "mais leves". Como eu não sofro de nenhuma, alguém há-de estar às portas da morte devido a esta minha renitência. Entretanto custa-me a perceber como é que ainda há gente viva.
Alguém me falava, acerca deste tipo de notícias, de interesses dos organizadores dos congressos e das multinacionais farmacêuticas, assim suportados por estatísticas alarmistas. Não acredito.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Adega do Faustino em Chaves
Esta é para começar. Tenho que me despachar para jantar e assistir penosamente ao SCP-Estrela.