Cada vez que há um congresso seja sobre que doença for os seus promotores alertam para que centenas de milhar de portugueses sofrem dessa doença (concedamos que muitos deles sem o saberem). Numa rápida estimativa já cheguei à conclusão que sou decerto um verdadeiro prodígio, um dos últimos e lídimos representantes dessa raça dilecta de semideuses que em tempos povoaram a terra. Ora bem: de acordo com tão ilustres cientistas e tomando apenas em consideração os últimos seis meses, cada português sofre em média de entre três a quatro doenças de carácter dramaticamente perigoso, incapacitante e quiçá mortífero e ainda... cinco ou seis doenças digamos "mais leves". Como eu não sofro de nenhuma, alguém há-de estar às portas da morte devido a esta minha renitência. Entretanto custa-me a perceber como é que ainda há gente viva.
Alguém me falava, acerca deste tipo de notícias, de interesses dos organizadores dos congressos e das multinacionais farmacêuticas, assim suportados por estatísticas alarmistas. Não acredito.
